Fomos ensinadas a viver em linha reta. A acordar com a mesma energia todos os dias, a produzir na mesma intensidade, a ignorar o cansaço e seguir em frente. Mas há uma verdade que o corpo feminino insiste em nos lembrar: a mulher não é linear. Ela é cíclica — como a lua, como as marés, como as estações.
Ao longo de mais de 25 anos cuidando de mulheres, e como condutora de círculos femininos, vi quantas de nós chegam exaustas justamente por lutar contra a própria natureza. E vi também a transformação que acontece quando paramos de brigar com o ciclo e começamos a caminhar com ele.
Cada fase tem a sua força
Assim como a lua tem suas fases, o ciclo feminino tem seus tempos. Há dias de recolhimento, em que o corpo pede silêncio e descanso. Há dias de expansão, em que a energia transborda e queremos criar, realizar, estar no mundo. Nenhuma fase é melhor do que a outra — cada uma carrega um dom.
O problema é que fomos condicionadas a valorizar apenas a fase produtiva, e a tratar o recolhimento como fraqueza. Reaprender a honrar todos os tempos do ciclo é um ato de autocuidado — e de liberdade.
As quatro fases, em poucas palavras
Muitas mulheres se surpreendem ao perceber que cada fase do ciclo tem um clima próprio. Há um tempo mais introspectivo, de recolhimento e descanso; um tempo de renovação, em que a energia começa a subir e a vontade de recomeçar aparece; um tempo de plenitude e expansão, em que nos sentimos mais comunicativas e potentes; e um tempo de desaceleração, em que a sensibilidade aumenta e o corpo pede mais cuidado.
Não se trata de regras rígidas, mas de um convite a se observar. Quando você começa a reconhecer esses climas internos, para de se cobrar a mesma disposição todos os dias — e passa a distribuir a energia com mais sabedoria e gentileza consigo mesma.
Quando o corpo vira aliado
Muitas mulheres me procuram com queixas que parecem isoladas: TPM intensa, oscilações de humor, cansaço, dificuldade para engravidar, a sensação de estar desconectada de si. Quase sempre, por trás disso, há uma relação rompida com o próprio corpo.
Quando aprendemos a ler os sinais do ciclo, o corpo deixa de ser um adversário imprevisível e se torna um mapa. Passamos a organizar a rotina, a alimentação e o descanso em harmonia com a nossa energia — e não contra ela. É aí que a saúde e a fertilidade, em todas as suas formas, começam a florescer.
O resgate do poder pessoal
Na minha juventude, como atleta, despertei o que chamo de minha Guerreira Interior — a força de encontrar uma versão melhor de mim a cada dia. Com o tempo, entendi que essa força não vem de nos endurecer, mas de nos reconhecer. De honrar quem somos, inclusive na nossa natureza cíclica.
É esse reencontro que busco oferecer nos círculos de mulheres e na mentoria Mulher Cíclica Plena: um espaço seguro para você cuidar da sua saúde, nutrir sua fertilidade e resgatar o poder pessoal que sempre esteve aí, esperando ser lembrado.
Um convite
Se você sente que vive correndo atrás de uma versão idealizada e cansativa de si mesma, talvez seja hora de desacelerar e escutar. A sua natureza cíclica não é um defeito a ser corrigido — é uma sabedoria a ser resgatada.